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domingo, 27 de janeiro de 2008

O Projeto

E lá fomos nós atrás de um arquiteto. Essa foi a parte fácil do projeto, já que tínhamos uma conhecida que é arquiteta. Depois desse primeiro passo, vieram as dúvidas provenientes da nossa inexperiência com obras: quanto um arquiteto cobra, como ele cobra (preço fixo? Porcentagem?), o que inclui o projeto, como é a execução, etc. Marcamos a primeira reunião com a arquiteta e passamos todos os nossos desejos para a reforma. Saímos contentes da reunião pois o bicho não parecia tão feio. A idéia que ficou foi que seria feito um esboço do projeto e uma proposta de orçamento. Esse orçamento poderia ser de dois tipos: somente o projeto, ou o projeto e o acompanhamento da execução da obra, o que também incluía indicação dos profissionais e auxílio na compra dos materiais.

Após alguns dias, recebemos a proposta de orçamento: R$1800,00 pelo projeto e 10% sobre o custo de material e mão-de-obra para acompanhamento da execução. Optamos pelo pacote completo.

Depois de fecharmos negócio, nossa arquiteta ganhou uma sócia. A partir daqui, elas serão denominadas Arquiteta 1 e Arquiteta 2 -- vamos contar o milagre, mas não o santo, ok? O nosso projeto, então, foi elaborado a quatro mãos. Elas conseguiram contemplar todas as nossas idéias e ainda melhorar algumas delas, nos deixando bastante satisfeitas. Se fosse um conto de fadas, nossa relação teria terminado aí, enquanto tudo era um mar de rosas. Por isso aqui vai a primeira lição que aprendemos: arquiteto só pra projetar, e não para executar uma obra.

Algumas reuniões depois, o projeto estava fechado (ou assim achávamos nós) e tudo estava pronto pra começar a obra. Começou a bater uma insegurança: não tínhamos idéia do custo total da obra e dos prazos.

Os Alvos

Alvo 1: o banheiro.
Primeiro de tudo, queríamos torná-lo mais claro. Isso queria dizer (a) trocar os azulejos do piso e da parede por algum modelo que fosse mais claro e (b) tirar aquele maldito box fumê! Além disso, já que íamos mexer lá mesmo, decidimos trocar o vaso por um com caixa acoplada (bem mais ecológico que o nosso atual com hidra), tirar o bidê e trocar o móvel da pia por um (bem) maior que aproveitasse bem o espaço liberado. E, pra completar, substituir o espelhinho da parede por um espelhão bem maior com armários por trás -- sim, nós gostamos de armários. E com direito a espelho de maquiagem pra Lu se ver melhor! Ah, sim, e com chuveiro a gás (leia abaixo, nas alterações da área de serviço).

Alvo 2: a cozinha.
Aqui as mudanças seriam mais pesadas. Do que existia originalmente só seriam mantidos o fogão, a geladeira e as paredes (sem os azulejos, pelos motivos citados no post anterior). Bom, quase todas: nós resolvemos tirar uma parte da parede que divide a cozinha da área de serviço, a fim de tornar a cozinha mais iluminada. A idéia era substituir os "lindos" azulejos (paredes bege e piso marrom) por um piso-parede branco, trocar a pia de duas cubas por uma bancada com uma cuba só e mudar todos aqueles móveis marrons, já um tanto caídos -- quase que literalmente --, por um mobiliário mais clarinho. Sim, os antigos proprietários gostavam de marrom. E não, nós não gostamos dessa cor tanto assim.

Alvos 3 e 4: a área de serviço e o lavabo.
Já que o lavabo era grande demais e área de serviço poderia ter mais espaço, a Suzi teve a brilhante idéia de "mover" a parede do lavabo um pouco para trás para melhorar essa desproporção. E aproveitando que iríamos mexer na parede, resolvemos reformular todo o lavabo e a área, o que incluiu: troca dos azulejos e pisos "bonitos" (adivinha de que cor!), troca do vaso por um com caixa acoplada, da pia, do tanque e das torneiras, colocação de um junker e substituição das esquadrias das janelas e da porta, que estavam enferrujadas e pintadas de (não, não era de marrom dessa vez) preto.

Alvo 5: a área dos fundos.
Ela não era um dos alvos iniciais. No entanto, na cozinha tínhamos dois armários novinhos (um aéreo e um balcão) que vieram na nossa mudança, os quais gostaríamos de aproveitar. Então surgiu a idéia de realocá-los na área dos fundos, e foi assim que acrescentamos um quinto alvo na nossa reforma.

Os Motivos

Quando alugamos o apartamento achamos que estava quase tudo ótimo. Quase. Ao longo dos meses morando aqui fomos aumentando nossa lista de "defeitos" que poderiam ser melhorados: os armários da cozinha não combinavam muito com o resto e, pra piorar, estavam quase caindo; alguns azulejos do banheiro estavam rachados e por vezes a Suzi (sim, só ela) cortava o pé; havia uma desproporção nos tamanhos da área de serviço e do lavabo, então quem sabe uma "deslocadinha" na parede que dividia essas duas partes da casa poderia melhorar essa situação; o vidro do box era fumê, o que deixava a parte do chuveiro muito escura, ainda mais se levarmos em conta que não há nenhuma janela no banheiro pra aliviar esse problema; e, vamos combinar, aqueles azulejos... ;)

Pois bem, uma vez comprado o apartamento, nos sentimos à vontade para pensar numa reforma. Bem, claro, depois de juntar uma grana (e ter tempo) pra isso...